A Diretora de Departamento da Vigilância em Saúde, Patrícia Albarelo Ribeiro Oliveira, respondeu ao Requerimento nº 127/2026, da Vereadora Andrea Cristina Moreto Gonçalves (PODE), envolvendo a quantidade de casos de esporotricose animal e humana registrados em Jales nos últimos anos.
No Requerimento, Moreto perguntou quantos casos da doença foram notificados na cidade em 2024, 2025 e 2026.
Em ofício, Oliveira disse que a esporotricose animal não é uma doença de notificação compulsória, e que, “aliado este fato ao de que nosso município não possui exame diagnóstico para tal doença, nenhum caso foi notificado no referido período”.
Outra dúvida da Vereadora na propositura foi qual seria o protocolo atualmente adotado pelo município para diagnóstico, acompanhamento e tratamento dos casos de esporotricose animal e humana.
A resposta foi que atualmente a doença é tratada como suspeita clínica (esporotricose animal) diante da impossibilidade de se fechar diagnóstico, sendo o animal tratado, quando possível, de acordo com sua sintomatologia clínica.
Mais uma questão levantada por Moreto foi se o município disponibiliza gratuitamente medicamentos para o tratamento da esporotricose, especialmente o antifúngico itraconazol, para animais e pessoas diagnosticadas com a doença. Em caso afirmativo, quis saber como é realizado o fornecimento.
Oliveira respondeu afirmativamente e explicou que o itraconazol é dispensado para tratamentos de 15 ou 30 dias, de acordo com o estado do animal, “havendo o acompanhamento ao final dos referidos períodos para manutenção, alteração ou suspensão da conduta terapêutica”.
Moreto também indagou, no Requerimento, quais ações de prevenção e controle da esporotricose estão sendo desenvolvidas pelo município, especialmente quanto à orientação dos tutores, controle populacional e castração de felinos, assim como de conscientização da população.
Conforme Oliveira no ofício, a Unidade de Controle de Zoonoses realiza atendimento clínico dos animais suspeitos de estarem acometidos pela enfermidade, mantendo contato com os tutores ou protetores que realizam a administração das medicações empregadas. “A castração e o consequentemente controle populacional não fazem parte dos serviços prestados pela Secretaria de Saúde”, esclareceu.
Por fim, Moreto questionou se existem campanhas ou ações permanentes de orientação aos tutores de animais e aos profissionais da área da saúde sobre os cuidados necessários para se prevenir a transmissão da esporotricose. Se sim, quis saber quais ações estão sendo ou serão realizadas.
A instrução dos cidadãos envolvidos com os cuidados de animais acometidos, de acordo com Oliveira na resposta, é realizada de maneira rotineira, sendo que recebem, além de instruções, caixa de luvas e máscaras descartáveis quando necessário. “Profissionais da saúde que lidam com animais suspeitos de estarem acometidos ou não por esporotricose, recebem a qualificação necessária para a prevenção da transmissão da doença durante sua graduação, devendo levar e disseminar tais informações com seus colegas de trabalho durante toda a vida profissional. Vale ressaltar que o cuidado com animais, muitas vezes errantes, está sujeito a ocorrer acidentes em todo momento, mesmo com o uso dos Equipamentos de Proteção Individual - EPIs disponíveis”, finalizou a Diretora.
Outros detalhes sobre o Requerimento e a resposta estão disponíveis no link https://jales.siscam.com.br/Documentos/Documento/55624.

Wednesday, 28 de October de 2026 
